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Resenha: Anarquismo - Pequena introdução às idéias libertárias, de Teotonio Simões

  Autor: Teotonio Simões Ano da edição: 1999 Páginas: 48 Gênero: Filosofia/Sociologia   Se eu pudesse definir o Anarquismo em uma única palavra, seria essa: liberdade! Durante toda minha vida como leitor, confesso que nenhum outro movimento político/filosófico/social me encantou tanto como os ideais pregados pelo anarquismo. Essa afirmação pode gerar confusão e dúvida por parte do leitor, pois a grande maioria das pessoas possuem uma ideia equivocada acerca dos movimentos anarquistas, e muito disso se deve a visão difundida na grande mídia que identifica o anarquismo como sendo um regime que promove a bagunça, baderna e desordem. Irei utilizar o breve conteúdo apresentado neste livro para desmitificar essa ideia e explorar um pouco alguns dos mais importantes princípios desse movimento. Anarquismo é uma palavra que deriva do grego anarché ( an = sem, arché = poder), ou seja, é um movimento que luta por uma sociedade em que ninguém exerça poder sobre ninguém. Ao contrário ...

Encontrando a equação da reta tangente à uma curva num ponto $x_0$

 Uma aplicação muito interessante sobre derivadas nos permite encontrar, de forma bastante simples, a equação da reta tangente à uma curva num dado ponto $(x_0,y_0)$. Neste texto, irei mostrar de forma muito simples como podemos encontrar a equação tangente à uma curva qualquer num certo ponto $x_0$. Observe o gráfico abaixo.                                             Fonte: respondeai.com.br/calculo O gráfico acima apresenta uma curva $f(x)$ e uma reta que tangencia essa curva no ponto $P$, que possui coordenadas $(x_0,y_0)$. Do cálculo diferencial e integral, sabemos que a inclinação da reta tangente com relação ao eixo $x$ representa a derivada de $f(x)$ com relação a variável $x$. A inclinação $m(x_0)$ da reta pode ser calculada por $$m = \frac{∆y}{∆x}=\frac{y-y_0}{x-x_0}$$ e, como a inclinação representa justamente a derivada, concluímos que $m(x_0) = f'(x_0)$ no pont...

Quantas senhas podemos formar com 2 letras e 3 números?

Esse problema pode ser resolvido de forma muito simples e, para isso, iremos usar dois conceitos fundamentais de análise combinatória, que são, a saber, o princípio fundamental da contagem e o conceito de arranjo. Considere um conjunto de $n$ elementos distintos e que podem ser organizados de $k$ maneiras distintas. O número de arranjos $N_1$ que podemos fazer nesas condições pode ser determinado pela seguinte fórmula: $$N_A = \frac{n!}{(n-k)!}$$ Aplicando essa fórmula ao nosso problema, é fácil ver que, se tratando das letras, $n$ será igual a 26, que é o número de letras em nosso alfabeto, e $k=2$. Logo, temos $$N_1= \frac{26!}{(26-2)!} = \frac{26!}{24!}$$ que resulta em $N_1= 650$ maneiras distintas. Lembrando que o ponto de exclamação é usado para denotar uma fatoração . O fatorial de um número $n$ é simplesmente $n! = n(n-1)\cdot (n-2)\cdot (n-3)...$, para $n \geq 2$. Sendo assim, para o caso em que $n=5$, temos $5! = 5\cdot 4\cdot 3\cdot 2\cdot 1 = 120$. No caso dos números, tem...

A força gravitacional é insignificante se comparada à força elétrica!

  As quatro forças fundamentais da natureza são: força nuclear forte e força nuclear fraca, força eletromagnética e força gravitacional. As duas primeiras manifestam-se apenas na escala microscópica, assim como a força eletromagnética, embora esta também possa ser sentida e quantificada na escala macroscópica. A força gravitacional, por outro lado, é a força dominante entre os objetos em larga escala do universo. A força gravitacional é, de longe, a mais fraca das quatro interações fundamentais. Neste texto, irei mostrar como a força gravitacional é incrivelmente fraca se comparada à força elétrica e, para isso, iremos comparar a força elétrica e gravitacional entre um próton e um elétron. O hidrogênio é o elemento mais simples e mais abundante da natureza. Um átomo de hidrogênio é constituído por um único próton no núcleo e um elétron em torno desse núcleo, numa configuração semelhante a de um planeta orbitando uma estrela. A força gravitacional entre esse próton e esse elétron po...

Resenha: 40 Fatos para entender o Comunismo

Coleção Conceitos da História  Ano da edição: 2019 Páginas: 80 Gênero: História/ Sociologia  Falar sobre comunismo e ideais marxistas é algo que gera bastante debate e controvérsia. A polarização política que marca nossa época inviabiliza qualquer forma de debate crítico e honesto sobre as ideias de Karl Marx (figura abaixo) e aos argumentos que contrapõem sua filosofia. Gostando ou não, o fato é que Marx se consolidou como um dos pensadores mais influentes da modernidade, e esta resenha crítica-descritiva tem como objetivo apresentar, de forma simples e resumida, os principais argumentos e conceitos que sustentam a filosofia comunista.  Mesmo não sendo especialista no assunto, considero que este livro seja ideal para quem é iniciante no assunto, uma vez que todos os tópicos abordados são apresentados de forma muito simples e clara, o que certamente facilita o entendimento e assimilação por parte do leitor. As 80 páginas do livro estão agrupadas em cinco capítulos, que vã...

Energia cinética relativística e não-relativística

Durante o ensino médio, aprendemos que a energia cinética de um corpo, que é a energia associada ao movimento, pode ser calculada mediante a seguinte relação: $$E_C = \frac{mv^2}{2}$$ onde $m$ representa a massa do corpo e $v$ a sua velocidade em relação a um dado referencial. Essa equação nos permite calcular a energia cinética de um corpo apenas para regimes de baixas velocidades, mais especificamente, para velocidades muito abaixo da velocidade da luz, que é de $300000$ km/s. Felizmente, podemos usar a fórmula acima para quase todas as situações cotidianas, pois até mesmo um foguete, que é um veículo extremamente veloz, se desloca com velocidades muito menores que à da luz. Para o caso de um corpo se movendo em velocidades relativísticas , a fórmula acima não é mais válida, e deve ser substituída pela fórmula da energia cinética relativística, que é dada por: $$E = m_0c^2(𝛾 -1)$$ onde $m_0$ é a chamada massa de repouso do objeto e o parâmetro $𝛾$ é conhecido como fator de Lorentz...

Momento de Inércia de uma Esfera homogênea

  O momento de inércia I é definido matematicamente como $$I = \int_{}^{} r^2dm$$ sendo $r$ a distância até o ponto onde se deseja calcular o momento de inércia, pois seu valor não é uniforme para todo o corpo, já que depende da distribuição de massa em torno do eixo em que se está considerando. Aqui, irei mostrar como se calcula o momento de inércia de uma esfera homogênea em torno de seu centro de massa, que, neste caso, coincide com o centro geométrico da esfera.  Para resolver a integral acima, precisamos determinar o elemento de massa $dm$ da esfera. A densidade volumétrica pode ser escrita como $$𝜌= \frac{d m}{dV}$$ e, se rearranjarmos essa expressão, obtemos $dm=𝜌dV$. O volume de uma esfera é $V= \frac{4\pi r^3}{3}$ e, se derivarmos $V$ em relação à $r$, obtemos o elemento de volume $dV$, que é $dV= 4\pi r^2dr$. Com isso, podemos escrever $dm$ como sendo igual a $dm=4\pi r^2𝜌dr$. Substituindo essa relação na primeira expressão apresentada, teremos: $$I=\int_{}^{} 4\p...