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Resenha: A Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne

  Autor: Júlio Verne  Ano da edição: 2019 Páginas: 304 Gênero: Ação e Aventura A ficção científica, sem dúvida alguma, é o gênero literário com o qual mais me identifico. É encantador e instigante poder compartilhar da criação imaginativa de um autor em determinada obra, e a ficção é um prato cheio. Sendo assim, a leitura de Júlio Verne (figura abaixo) torna-se obrigatória para todo apaixonado por ficção e aventura como eu, pois esse autor francês do século XIX é simplesmente considerado como o "pai da ficção científica", e autor de diversas obras e narrativas de sucesso, como é o caso de "Vinte mil léguas submarinas", "Viagem ao centro da Terra", "Da Terra à Lua", entre muitos outros, como é o caso de "Volta ao mundo em 80 dias", que é o objeto de análise desta resenha.                                   "A Volta ao Mundo em 80 dias" é um clássico da literatura que narra uma experiência v...

O que causa as Auroras?

Em Astronomia, muito se fala sobre a beleza e exuberância dos astros e demais corpos celestes. De fato, objetos como nebulosas, constelações, chuvas de meteoros etc., proporcionam uma sublime experiência para qualquer indivíduo que os observe. No entanto, é provável que, aos nossos olhos, não exista lugar mais bonito no Universo do que o nosso próprio planeta. A Terra nos proporciona uma miríade de fenômenos naturais de extrema beleza, que encantam a todos que tiverem a oportunidade de observar (uma prática cada vez mais rara). Um desses fenômenos que chama bastante atenção são as auroras, que se dividem em duas categorias: as auroras boreais são as que ocorrem no hemisfério norte (próximas ao pólo norte), enquanto que as auroras austrais são as que ocorrem no hemisfério sul. Mas o que dá origem a esse espetáculo magnífico da natureza?                               Figura 1: Aurora boreal registrada na No...

Questão de Cinemática #ProfResponde

 Pergunta : Um automóvel percorre uma distância de um ponto A até um ponto B com uma velocidade igual a 40 km/h, e retorna do ponto B até o ponto A com uma velocidade de 60 km/h. Qual a velocidade média do automóvel? Resposta : Esse é um ótimo exemplo para mostrar ao aluno o real significado do conceito de velocidade média, pois ao se deparar com essa questão, um aluno apressado poderia afirmar que a velocidade média é 50 km/h, já que $v=40+60/2= 50$ km/h. No entanto, 50 km/h não é a resposta correta para esse problema, pois essa não é a velocidade média, mas sim a média das velocidades. A resposta correta é 48 km/h! A partir da fórmula da velocidade média, podemos facilmente ver que o espaço percorrido pode ser escrito como $x=vt$, e como a distância de A até B é a mesma de B até A, vemos que o deslocamento será Δ x=2x. Como a distância de ida e volta é a mesma, tem-se que $x=vt=v't'$, onde v' e t' são a velocidade e tempo da volta, respectivamente. Ou seja, substituin...

Resenha: Wittgenstein em 90 minutos, de Paul Strathern

  Autor: Paul Strathern Ano da edição:1997 Páginas: 69 Gênero: Filosofia  Ludwig Wittgenstein (1889-1951) foi um brilhante filósofo e lógico austríaco que é considerado por muitos como o "último filósofo". Ao ler toda sua obra, que essencialmente se resume a dois únicos livros, entendemos de imediato o porque da afirmação feita acima. Wittgenstein tentou, por assim dizer, pôr um "fim" a filosofia, mas não (obviamente!) porque ela a odiava, mas sim porque buscava saber qual era o princípio fundamental que lhe dava sustentação, e Wittgenstein identificou a linguagem como sendo o principal objeto de estudo da filosofia. Dizia: "Desconfiar da gramática é o primeiro requisito para filosofar". Se você é um entusiasta em filosofia ou até mesmo um leitor mais experiente, certamente deve estar surpreso com tal afirmação. Curiosamente, a filosofia não foi a área no qual Wittgenstein estudara durante sua época de universidade, Seus primeiros trabalhos foram como enge...

Qual o máximo de vezes que podemos dobrar uma folha de papel?

O problema de dobrar uma folha de papel n vezes já é bem conhecido entre os matemáticos. O experimento consistente simplesmente em utilizar uma folha em branco (de preferência uma folha "A4"), e ir unindo seus vértices, de modo que cada dobra reduza a área da folha pela metade. É evidente que, a cada novo movimento, a folha fica cada vez menor e, consequentemente, sua espessura vai aumentando cada vez mais. Você pode tentar reproduzir essa experiência em casa, porém, antes de prosseguir, tente responder: quantas vezes você acha que pode dobrar a folha? Se você executar essa experiência, verá que só é possível dobrar a folha s7 ou 8 vezes, no máximo.  Mesmo que seja extremamente difícil dobrar o papel 8 vezes, não é impossível ir além disso. Em 2002, a norte-americana Britney Gallivan conseguiu dobrar uma folha 12 vezes, estabelecendo um recorde mundial. Se não fosse o bastante, ela ainda deduziu uma fórmula que nos permite determinar o número de dobras que é possível fazer em...

O que é um número "Capicua"?

  Em matemática, diz-se que um número é "capicua" quando é o mesmo sendo lido da esquerda para a direita e da direita pra esquerda, como é o caso do número 434, que é exatamente o mesmo sendo lido em ambos os sentidos. Essa mesma simetria linear pode ser observada quando saímos da linguagem dos números e vamos para a linguagem das letras, e quando isso acontece com uma determinada frase ou palavra, recebe o nome de "palíndromo", como é o caso do nome "Ada", ou a frase "Amor a Roma", ou, mais curioso ainda, a frase "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos"(verifique!).  Uma forma bem útil de se tentar obter um número capicua é simplesmente somar um número XY (número com dois algarismos) com o seu número escrito ao contrário, ou seja, XY+YX, e, se o resultado não for um número capicua, repetir o procedimento até co9nseguir obter um valor que atende a essa propriedade. Um exemplo bem conhecido é partir do número 84. Veja: 84+48=132, 132+23...

Por que Plutão deixou de ser Planeta?

 Plutão foi descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaught, e desde então passou a ser mais um integrante planetário do nosso sistema solar. Hoje, Plutão é classificado como um "planeta anão", e o sistema solar está repleto de outros planetas anões. Plutão situa-se numa região conhecida como "cinturão de Kuiper", região esta ocupada por inúmeros corpos de variados tamanhos e formas. Em 1978, foi descoberto "Caronte", que é a maior lua de Plutão, e, com o passar do tempo, descobriu-se que Plutão é acompanhado por mais quatro luas, que são, a saber, Estige, Nix, Cérbero e Hydra. Diferentemente dos planetas do sistema solar, Plutão orbita o Sol em uma órbita muito excêntrica e inclinada, e isso faz com que em determinados momentos Plutão fique mais perto do Sol do que Netuno, considerado como o último planeta. No entanto, porque Plutão deixou de ser considerado um planeta?                         Figura 1:...