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Resenha: A Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne

 



Autor: Júlio Verne 

Ano da edição: 2019

Páginas: 304

Gênero: Ação e Aventura


A ficção científica, sem dúvida alguma, é o gênero literário com o qual mais me identifico. É encantador e instigante poder compartilhar da criação imaginativa de um autor em determinada obra, e a ficção é um prato cheio. Sendo assim, a leitura de Júlio Verne (figura abaixo) torna-se obrigatória para todo apaixonado por ficção e aventura como eu, pois esse autor francês do século XIX é simplesmente considerado como o "pai da ficção científica", e autor de diversas obras e narrativas de sucesso, como é o caso de "Vinte mil léguas submarinas", "Viagem ao centro da Terra", "Da Terra à Lua", entre muitos outros, como é o caso de "Volta ao mundo em 80 dias", que é o objeto de análise desta resenha. 

                                

"A Volta ao Mundo em 80 dias" é um clássico da literatura que narra uma experiência vivida pelo magnata inglês Phileas Fogg e seu secretário, o francês Jean Passepartout, que aceitam o desafio de realizar uma volta completa ao redor do mundo em apenas 80 dias. Fogg, que é um homem culto e um profundo conhecedor das inovações de seu tempo, aceita prontamente o desafio, e parte imediatamente com seu secretário, seguindo um itinerário que fora elaborado por ele e os demais magnatas ingleses.

A Volta ao Mundo em 80 dias é marcada por praticamente todos os elementos que podem ser encontrados nas obras de Júlio Verne, sendo, portanto, uma narrativa de caráter extremamente aventuresca. Ao contrário dos contemporâneos de sua época, as narrativas de Verne tinham como um dos objetivos mostrar o grande desenvolvimento técnico e industrial alcançado no século XIX, o que é algo nitidamente contrário à tendência de escrever sobre obras envolvendo elementos de mistério e fantasia (com muitos elementos obscuros), algo bem comum na época. 

A narrativa é marcada pela intensa diferença de personalidade entre o senhor Fogg e Passepartour, que tendem a reagir de formas bem distintas diante das adversidades que eles encontram, pois Fogg age sempre de forma meticulosa, ao passo que seu assistente geralmente não consegue resolver as coisas facilmente. 

Direta ou indiretamente, Julio Verne nos mostra que o conhecimento científico e tecnológico possibilitam ao homem o poder e a habilidade de controlar as forças da natureza, e, de uma certa forma, moldar até mesmo o seu próprio destino, e isso pode ser observado no comportamento do senhor Fogg, que sempre se mantém calmo e sereno, mesmo diante das adversidades que surgem em decorrência de sua aventura.

Essa obra revela muitas características e comportamentos existentes nas sociedades da época, o que faz com que este livro, além de uma magnífica história de aventura, seja também um ótimo guia histórico para entender o contexto histórico e social do século XIX. É uma história deliciosa de se ler, mesmo depois de quase 150 anos de sua publicação.



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