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Inteligência Artificial (IA)

   A inteligência, assim como o tempo, espaço, vida, etc.,é um conceito que pode ser até facilmente compreendido, mas que não é simples de se definir. Entendemos, subjetivamente, que um indivíduo é "inteligente", quando este apresenta um comportamento que o caracteriza como tal, e essas características podem ser facilmente percebidas, e, em geral, estão associadas com a capacidade do indivíduo em lidar com problemas dos mais diversos tipos, em especial os que envolvem algum grau de abstração lógico-matemática. 
   Assim como muitas coisas na vida, a inteligência não pode ser definida de forma absoluta, pois sempre podemos encontrar um organismo vivo que supera um outro em capacidade cognitiva, como é o caso do cachorro, que aparenta ser mais inteligente do que um cavalo, por exemplo, mas que ainda assim é superado pelos humanos, e talvez pelos golfinhos e macacos (claro, se você for teísta, pode argumentar que "inteligência suprema" é algo que existe, e que neste caso, seria a própria inteligência de Deus). Saber precisamente o que é a inteligência e como ela se manifesta é de suma importância para que se possa derivar um conceito correlato para um sistema artificial, como um programa de computador, e como não se trata de um organismo vivo, a inteligência por ele exibida só pode se tratar de uma forma artificial de inteligência, ou seja, uma "IA".. Esse termo foi cunhado pelo cientista da computação John McCarthy (figura 1), em 1956, mesmo ano em que ocorreu a famosa conferência de Dartmouth. 

     Figura 1: o cientista da computação John McCarthy, criador do termo Inteligência artificial.

   Observar um comportamento inteligente em um ser vivo é algo relativamente fácil, mas o mesmo não pode ser dito sobre um sistema computacional. Sendo assim, como saber se uma máquina pode ou não pode exibir aspectos relacionados a inteligência? Anos antes da conferência de Dartmouth, o brilhante Alan Turing, matemático britânico que esteve envolvido na iniciativa de decifrar códigos alemães durante a 2ª guerra, forneceu um meio de avaliar essa questão:

Não sabemos definir precisamente o que é inteligência e, consequentemente, não podemos definir o que é inteligência artificial. Entretanto, embora não tenhamos uma definição de inteligência, podemos assumir que o ser humano é inteligente. Portanto, se uma máquina fosse capaz de se comportar de tal forma que não pudéssemos distingui-la de um ser humano, essa máquina estaria demonstrando algum tipo de inteligência, que, nesse caso, só poderia ser inteligência artificial.

   Em 1950, Turing propôs um experimento, hoje conhecido como "teste de Turing", que visa determinar se uma máquina pode simular ou exibir aspectos da inteligência humana. O teste imaginado por Turing funciona da seguinte forma: uma divisória separa uma dada sala em duas partes, no qual em uma delas ficará um interrogador, e, na outra, ficará uma segunda pessoa e o computador que se deseja testar (figura 2). O teste consiste em questionar a segunda pessoa e o computador por meio de perguntas enviadas através de um terminal de computador. Não deve haver nenhum tipo de contato físico entre os participantes, pois Turing imaginou que a inteligência é um atributo que não depende de fisionomia dos indivíduos. Após um determinado tempo, o entrevistador precisa estar apto para afirmar, categoricamente, quem é a máquina e quem é a pessoa. Se o mesmo não conseguir distinguir a máquina do ser humano, com base no que cada um respondeu, então o computador em questão passou no teste de Turing. É uma forma assombrosamente simples de verificar uma hipótese fascinante, cujos resultados possuem notórias implicações.



                                   Figura 2: Ilustração do teste de Turing

   Muito progresso foi realizado nesse ínterim, e o fato é que, hoje, a IA existe de forma quase ubíqua em nossas vidas. A pergunta mais tentadora que se pode fazer acerca do assunto é: será que uma máquina algum dia irá se igualar, ou, quem sabe, superar, a inteligência humana? Isso é algo que ainda não se sabe, mas o fato é que muitos métodos de IA vêm demonstrando um incrível sucesso de aplicabilidade em diversos setores da indústria, comércio, educação, etc. Hoje, é praticamente impossível para um humano derrotar uma máquina em um jogo como xadrez, por exemplo. Os computadores tornam-se cada vez mais diminutos e potentes, podendo realizar milhões de cálculos em frações de segundos, mas isso ainda não é capaz de produzir na máquina aquilo que temos de mais valioso, que é a consciência.e seus subprodutos. Nesse contexto, vale mencionar o que o pensador inglês Terry Pratchett disse:"Estupidez de verdade ganha da inteligência artificial todo dia". 


Links úteis:

https://www.ime.usp.br/~slago/IA-introducao.pdf (Excelente artigo que aborda o assunto de forma extremamente resumida e simplificada);
https://www.datascienceacademy.com.br/course?courseid=inteligencia-artificial-fundamentos (Curso gratuito oferecido pela Data Science Academy sobre IA).





Comentários

  1. Gostei da frase pra finalizar. Se realmente estupidez vence, no Brasil tá sobrando. Kkkkk

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