Pular para o conteúdo principal

O lado oculto da Lua

 


Você muito provavelmente já deve ter ouvido falar no "lado oculto da Lua", ou, mais especificamente, no "lado escuro da Lua". A cultura popularizou esse termo através de filmes, histórias, canções (como o famoso álbum de 1973 de Pink Floyd), no entanto, não é correto falar em lado escuro da Lua, pois ambos os lados são iluminados pela luz do Sol. O que acontece, de fato, é que a Lua possui um lado que não conseguimos ver; repare que, ao longo do mês, sempre vemos a Lua com um mesmo aspecto visual, e isso pode ser melhor visualizado na figura abaixo.


A foto da esquerda é a face da Lua que podemos observar. Perceba que a principal diferença entre ambas as faces é o fato de que o lado oculto (foto da direita) possui uma quantidade bem menor das imensas manchas escuras que o lado visível possui, que nada mais são do que registros do passado geologicamente ativo do nosso satélite. No entanto, a dúvida que fica é: se a Lua gira em torno de si mesma, porque vemos apenas um lado?

A resposta para essa pergunta é que o movimento de rotação da Lua é sincronizado com seu movimento de translação! Ou seja, o tempo que a Lua leva para realizar uma volta completa em torno de si é igual ao tempo que leva para realizar uma órbita completa em torno da Terra (cerca de 27,5 dias). O gif abaixo ilustra maravilhosamente bem esse fato.


No gif acima, observe que a medida que a Lua gira em torno de si, ela também o faz em torno da Terra, e como esses movimentos estão sincronizados (os tempos são iguais), resulta que a Lua exibe sempre uma mesma face para a Terra (veja a linha amarela tomada como referência). A explicação física desse efeito requer o uso de conceitos como centro de massa, centro de gravidade, torque, etc., portanto não irei apresentar uma descrição detalhada desse fenômeno neste texto (isso será feito em uma postagem posterior, que servirá como complemento a essa).


Links Úteis

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Encontrando a equação da reta tangente à uma curva num ponto $x_0$

 Uma aplicação muito interessante sobre derivadas nos permite encontrar, de forma bastante simples, a equação da reta tangente à uma curva num dado ponto $(x_0,y_0)$. Neste texto, irei mostrar de forma muito simples como podemos encontrar a equação tangente à uma curva qualquer num certo ponto $x_0$. Observe o gráfico abaixo.                                             Fonte: respondeai.com.br/calculo O gráfico acima apresenta uma curva $f(x)$ e uma reta que tangencia essa curva no ponto $P$, que possui coordenadas $(x_0,y_0)$. Do cálculo diferencial e integral, sabemos que a inclinação da reta tangente com relação ao eixo $x$ representa a derivada de $f(x)$ com relação a variável $x$. A inclinação $m(x_0)$ da reta pode ser calculada por $$m = \frac{∆y}{∆x}=\frac{y-y_0}{x-x_0}$$ e, como a inclinação representa justamente a derivada, concluímos que $m(x_0) = f'(x_0)$ no pont...

Função par e função ímpar

As funções matemáticas podem apresentar uma variedade muito grande de propriedades. Uma propriedade que é muito interessante é chamada de "paridade", que classifica as funções como sendo par ou ímpar. A paridade de uma função nos ajuda a determinar como será o comportamento gráfico dessa função para determinados valores de $x$, pois funções pares exibem uma simetria com relação ao eixo $y$, enquanto funções ímpares possuem uma simetria com relação à origem do sistema cartesiano. Vejamos isso em mais detalhes nos tópicos abaixo. Função par Uma função $f(x)$ é dita "par" se, e somente se, $f(x) = f(-x)$ para todo $x$ referente ao domínio da função. Ou seja, se substituirmos $x$ em $f(x)$ por $-x$, obtemos o mesmo resultado ou imagem, daí resulta o fato da simetria. Perceba, na imagem acima, que as áreas embaixo das retas (lado esquerdo e direito) são exatamente iguais; é como se a figura da esquerda fosse a parte refletida da figura da direita (e vice-versa). Em cálcu...