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Resenha: 1984, de George Orwell



Autor: George Orwell

Ano da edição: 2021

Páginas: 335

Gênero: Romance, ficção, distopia


"Entre os textos inspiradores do século XX, 1984 é uma obra rara, que fica mais assustadora à medida que sua trama se torna mais real a cada dia que passa. Publicado em 1949, o livro oferece a visão de pesadelo do satírico político George Orwell de um mundo totalitário e burocrático e uma tentativa pobre de encontrar a individualidade. O brilho do romance é a previsão sobre o futuro, sobre a vida moderna: a onipresença da televisão, a distorção da linguagem, o engano oficial, a manipulação histórica por um regime totalitário. A visão de mundo de Orwell é sombria e mostra-nos o pesadelo autoritário alcançado: um tributo à vigilância e ao controle."  (Retirado da contracapa).


Quando o assunto se trata de distopias, é impossível não mencionar George Orwell (figura abaixo) e seu best-seller "1984", que é considerado um dos livros mais influentes do século XX. Uma das melhores maneiras de avaliar a qualidade de uma obra literária é medir até onde ela perdura no tempo, e 1984 é um daqueles livros que irá se manter atual e influente por muitas décadas, e a razão disso é simples: mais do que um romance sobre autoritarismo e totalitarismo, 1984 nos fornece uma perspectiva singular sobre a natureza do ser humano e no modo como esta pode ser moldada através do extenso controle de massa exercido pelos agentes mal-intencionados que compõem a esfera política.

 


O que Orwell talvez não tenha previsto em sua época (o livro foi publicado em 1949), é que grandes empresas também desempenhariam um importante papel no que diz respeito aos elementos presentes na trama, como é o caso da constante vigilância que o governo exerce sobre os cidadãos. Sendo assim, é praticamente impossível não lembrar do caso envolvendo Edward Snowden (NSA), que em 2013 revelou ao mundo um esquema mundial de espionagem realizado pelos EUA. 

A trama gira em torno de Winston Smith, um funcionário do Ministério da Verdade, cuja função é fazer uma reescrita dos fatos e acontecimentos até então ocorridos e adequá-los aos desejos e necessidades do Partido. Com o desenrolar da trama, Winston se dá conta de que não é o único que questiona e duvida seriamente da farsa e opressão ao qual os cidadãos estão submetidos. As diferentes instituições ligadas ao governo atuam de forma a inibir toda e qualquer forma de manifestação intelectual, e é daí que somos introduzidos aos conceitos de "Polícia do Pensamento" e "Novidioma", que são criações do Partido e que tentam destruir completamente a individualidade dos cidadãos. 

"1984" é uma advertência poderosa sobre os perigos do autoritarismo e da tirania governamental. Ao descrever um mundo em que a verdade é distorcida e a realidade é constantemente reescrita, o livro nos lembra da importância da liberdade, da privacidade e da resistência contra a opressão.




 




 

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